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Quanto tempo vai durar a quarentena?

Sempre que a necessidade de quarentena é mencionada, surge uma questão recorrente: até quando as pessoas devem permanecer isoladas?

Não estaríamos só adiando o inevitável?

De fato, não faria sentido realizar uma quarentena com enorme impacto social e econômico se o resultado final fosse o mesmo de não fazê-la.

Ou seja, estaríamos retardando o contágio generalizado no lugar de encará-la de uma vez? Se esse é o caso, então todos devem ser liberados para não destruir a economia. Esse é um dos argumentos mais frequentes encontrados nas redes sociais.

Neste post discutimos essas questões e seus fatores relacionados e argumentamos que, no momento, não temos escolha.

A quarentena é realmente necessária, mesmo tendo grande impacto negativo na economia.

Motivo de Força Maior

Deve-se frisar que ninguém deseja o isolamento social. Os prejuízos econômicos são consequência de um vírus agressivo. Quem, por ventura, fosse a favor de algo do tipo certamente não se encontraria em pleno gozo de suas faculdades mentais.

O fato, que muitos parecem não compreender, é que não temos escolha.

Trata-se de um motivo de força maior.

O contágio do COVID-19 é tão veloz, que a minúscula fração de casos sintomáticos, e que exigem internação (menos de 15%), já seria capaz de levar o sistema de saúde ao colapso.

E o colapso do sistema econômico seguiria do colapso social da saúde.

Deixar a epidemia correr com livre contágio foi a estratégia inicial na Alemanha e Reino Unido, por exemplo.

Ambos são países membros do G7 – as nações mais desenvolvidas do mundo.

E, mesmo possuindo grande comunidade científica, cometeram o erro de subestimar o COVID-19. Ao enxergar o colapso do NHS, sistema federal de saúde pública do Reino Unido, o primeiro ministro Boris Johnson reverteu a estratégia da imunização de bando e partiu para a contenção.

Assim, vemos que a necessidade de quarentena não foi uma decisão inconsequente e precipitada. Ela nos foi imposta pela força do vírus COVID-19.

Impacto no Sistema de Saúde

Nova York é, possivelmente, o exemplo mais claro do que o COVID-19 é capaz de fazer com uma metropole, por mais recursos que tenha à sua disposição.

Nova York é a cidade mais rica do mundo, e foi colocada de joelhos pelo COVID-19.

A última atualização do número de fatalidades registra aumento de 25% em relação a 24 horas atrás:

Há poucas horas foi divulgado que Nova York tinha apenas 400 leitos de UTI livres no auge da epidemia de COVID-19.

Esses fatos mostram como uma super potência se encontra totalmente vulnerável diante do coronavírus.

Impacto Econômico

Não resta dúvidas de que o impacto econômico do COVID-19 será devastador.

Porém, temos visto o argumento do impacto econômico sendo utilizado para justificar a não quarentena! Essa posição é de uma burrice indescritível.

Ao mandar as pessoas “de volta ao trabalho”, a parcela ignorante da população que defende essa medida está apenas multiplicando o tamanho do prejuízo que será aferido logo adiante.

Vide a China. Realizaram uma quarentena agressiva, uma verdadeira operação de guerra. Porém, semanas depois já tinham o vírus sob controle. As pessoas voltavam à vida normal e os negócios dispararam. A indústria chinesa recuperou-se em V, como passe de mágica (o que ainda levanta suspeitas, mas são os dados que temos).

O menor impacto econômico ocorreria se o país realizasse uma quarentena agressiva, poupando o sistema de saúde e absorvendo esse impacto inicial como o Congresso vem fazendo.

Em seguida, com o achatamento ou inversão da curva de contágio, as coisas retornariam ao funcionamento de forma gradual.

O prejuízo vai, necessariamente, ocorrer. O vírus é uma realidade, e nós não escolhemos estarmos nessa situação.

Logo, o melhor caminho seria encurtar o período do impacto econômico controlando o fator sobre o qual não temos comando – o vírus.

Podemos alterar parâmetros na economia, na ordem social, na legislação e assim por diante. Mas não podemos controlar o vírus exceto por isolamento.

Logo a escolha entre salvar a economia ou salvar vidas não existe. Só há uma alternativa, que é a de isolar as pessoas até que tenhamos maior controle sobre o vírus.

O que nos leva ao assunto que mais interessa a todos.

Vacina ou Cura

Apenas um fator poderia invalidar tudo o que falamos neste artigo. E, acredite, eu torço para que este artigo se torne obsoleto em breve.

Esse fator disruptivo seria o desenvolvimento de uma vacina ou cura para o COVID-19. Muito já foi dito sobre o desenvolvimento de uma vacina. As melhores estimativas são para Agosto de 2021, ou 18 meses no futuro.

Portanto, a melhor chance que temos no curto prazo seria reaproveitar um remédio que já tenha sido aprovado para uso popular. Citamos vários remédios candidatos em um artigo separado.

Qualquer salto na direção de encontrar uma cura, ou pelo menos tratamento eficaz, aliviaria o sistema público de saúde e encurtaria o tempo de quarentena.

Até então, só podemos torcer.

Conclusão

Como você pode notar, o impacto da quarentena na economia, e os possíveis fatores que podem levar a seu encurtamento, são totalmente incertos.

Ninguém pode afirmar quando a quarentena terminará.

A se comprovar a eficácia de um remédio qualquer, a quarentena poderia terminar amanhã mesmo! Caso isso não se concretize, nada feito. Se o impacto econômico for grande demais, terão que encontrar formas mais inteligentes para se fazer quarentena, talvez com rodízio de postos nas empresas, rodízio de automóveis, alternância de turnos e assim por diante.

 

Por Corona da Real

Corona da Real é o pseudônimo de um curioso que decidiu compartilhar o que aprendeu sobre o coronavírus desde Janeiro de 2020, quando passou a acompanhar notícias sobre a epidemia.

Nada neste site deve ser encarado como recomendação médica. Consulte seu médico em caso de dúvidas.

Não faça auto-medicação sob qualquer circunstância! Caso sinta sintomas da COVID19 procure imediatamente um hospital ou orientação profissional.

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